segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Amar é educar



Amar é educar

Em um sábado ensolarado, fui surpreendida com crianças malcriadas arrancando flores do jardim da minha casa. Meu irmão foi correndo repreendê-las, mas elas tiveram a pior reação possível: riram dele. Eu me perguntei “onde está a mãe destes monstrinhos?” A resposta? Ela estava bem atrás de mim, ignorando a má conduta dos filhos, mesmo na minha presença.
Atualmente, pais como esta mãe são muito comuns. Eles amam demais para contrariar os filhos, por isso deixam que eles façam o que quiserem, não importa se o desejo for tentar arrancar o rabo do cachorro, quebrar os esmaltes da tia, subir na estante como o homem-aranha ou brincar de corrida no meio da rua. Este amor que permite de tudo não é amor, pois quem ama educa. Se a criança está sendo desobediente ou descortês, deve ser repreendida. Diz um provérbio da Bíblia que “Quem poupa a vara, odeia o seu filho; mas aquele que o ama lhe aplica a correção”. É com a correção que se aprende a fazer escolhas certas, mas a sua falta resulta em uma série de imagens cada vez mais comuns: jovens se drogando, dirigindo bêbados, se prostituindo, andando sem rumo nas ruas... Filho educado por pais liberais não conhece limites, não conhece o que é certo ou errado. Ele tende a fazer escolhas ruins para sua vida e ter menos chance de ser plenamente feliz.
Por outro lado, quando as iniciativas da criança são limitadas e reprovadas em demasia sem necessidade, ela “pode crescer sentindo-se tão proibida a ponto de ela mesma proibir-se de fazer algo.” diz o psicólogo Içami Tiba em seu livro Disciplina, limite na medida certa. A correção imoderada cria pessoas tímidas e inseguras “porque seus pais, excessivamente críticos, não lhes deram a segurança de ser amados, mas aprovados ou não.” (Içami Tiba). Quem é inseguro tem muito medo de errar e ser reprovado. Deste modo, pessoas inseguras podem até se proibir de tentar ser feliz por medo de fracassar, o que também diminui as chances de ter uma vida satisfatória.
O amor e a disciplina são fundamentais para a boa educação dos filhos e para um bom relacionamento familiar. Porém, é preciso encontrar o ponto de equilíbrio entre eles, pois a falta de correção ou o seu excesso são igualmente prejudiciais.


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